A partir de 2026, escolas de ensino fundamental na Inglaterra passarão a oferecer aulas obrigatórias voltadas ao combate à misoginia. A medida faz parte de uma estratégia nacional para lidar com o aumento de casos de violência de gênero, assédio e discurso de ódio contra mulheres, especialmente entre os mais jovens. A iniciativa foi anunciada pelo governo britânico como resposta à preocupação crescente com a influência de conteúdos misóginos nas redes sociais e no comportamento de crianças e adolescentes.
As aulas serão inseridas no currículo escolar a partir dos 9 anos de idade, com foco na promoção do respeito, da igualdade de gênero e no enfrentamento de comportamentos discriminatórios desde cedo. A proposta é que os estudantes aprendam a reconhecer atitudes misóginas, compreender os impactos sociais e emocionais dessas condutas e desenvolver habilidades para agir com empatia e responsabilidade nas relações com meninas e mulheres.
Educadores receberão treinamento específico para abordar o tema de forma sensível e eficaz, em uma abordagem que vai além de punir comportamentos inadequados, já que o objetivo é transformá-los por meio do diálogo e da educação. A medida também pretende envolver as famílias e a comunidade escolar, reforçando a importância da formação de cidadãos conscientes e respeitosos.
Ao tornar o combate à misoginia parte da formação básica, o Reino Unido dá um passo importante na prevenção da violência de gênero. Ensinar desde cedo que o respeito entre meninos e meninas é um valor inegociável contribui para a construção de uma sociedade mais justa, onde todos tenham as mesmas oportunidades e direitos, independentemente do gênero.